Fernando Santos oficialmente apresentado

25 de Setembro de 2014
Fernando Santos é o novo Selecionador Nacional

Fernando Santos foi hoje oficialmente apresentado como o novo Selecionador Nacional. O treinador terá como principal objetivo assegurar a qualificação para o Europeu de 2016, que será realizado na França.

O treinador de 59 anos será acompanhado por mais quatro elementos da sua confiança: Ilídio Vale será o treinador, Fernando Justino será responsável pelos guarda-redes, João Carlos Costa será o preparador-físico e Ricardo Santos assumirá a prospeção.

Fernando Santos teceu também as suas primeiras declarações como Selecionador Nacional. Deixamos aqui as suas principais ideias, em discurso direto.

O projeto

Quero agradecer o convite e a confiança depositada em mim para desempenhar este cargo. É uma honra, um enorme orgulho em assumir esta posição e servir o meu país. Espero dar o meu contributo para o bem do país e do futebol português e quero dar conta que estou em total sintonia com este projeto, com a dinâmica deste projeto e com o presidente da FPF.

Este é um momento de enorme satisfação. O meu pai – onde quer que esteja – deverá estar radiante de felicidade. Servir o meu país é algo de muito importante. Aqui defendemos um País, uma bandeira e um hino e, nesse sentido, a responsabilidade é maior.

A renovação

Todos os jogadores são passíveis de ser convocados. Não há ninguém, em Portugal ou no estrangeiro, que esteja à partida afastado da Seleção.

Para mim, não há bilhetes de identidade. Na seleção da Grécia, no último Mundial, por exemplo, convoquei dois jogadores com 35 e 36 anos, o Katsouranis e o Karagounis. Mas chamei, também, 17 jogadores (entre os 18 e os 35 anos) que foram lançados por mim na seleção grega. Não gosto da palavra renovação, há sim capacidade e talento. Vamos estar muito atentos ao percurso da formação, mas para mim tanto faz que um jogador tenha 17 ou 35 anos, o que conta é o seu valor.

O castigo imposto pela FIFA

O Ilídio é um treinador de excelência, tudo será feito em perfeita sintonia com a minha equipa técnica. Vamos ver o que acontece em relação ao meu castigo. Não podemos dizer que isto é tudo normal, mas, temos as armas para combater isto de uma forma normal, positiva. Ilídio estará no banco, quando não puder estar presente. Hoje em dia, estas coisas discutem-se, em termos de equipa técnica, vamos preparar o que possa acontecer e Ilídio terá liberdade para tomar decisões. Já trabalhámos no FC Porto, há muitos anos, mas a nossa relação tem-se mantido, há uma relação muito forte – o João foi ele quem me indicou como adjunto para o PAOK.

Em relação ao castigo, aconteça o que acontecer neste momento, nada acaba aqui: o presidente desde a primeira hora colocou o gabinete jurídico da FPF à minha disposição, e desde logo lho agradeci. Claro que toda esta questão agora será gerida por nós. Em qualquer caso, reafirmo a minha total confiança em relação ao Ilídio.

A experiência na Grécia

Nestes quatro anos de experiência que vivi e que me podem ajudar em Portugal aprendi que há duas formas de ganhar: uma que depende de equipas que se desenvolvem à base de um clube, como sucedeu em 1966 e 2004, e que torna tudo mais fácil em termos táticos, porque existe uma estrutura que joga de olhos fechados e aquilo facilmente anda. Isso seria a situação cómoda. A outra solução é construir, não diria um grupo de amigos, mas uma família que quando está junta está ao serviço de uma causa que é servir o país. Esse é o maior orgulho que de podemos sentir.

Não temos de ser todos amigos, cada um tem o seu feitio, mas temos de ser todos um ao serviço da pátria.

Vídeo da apresentação:

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